- A Equatorial (EQTL3) apresentou EBITDA de R$ 2,903 bilhões no segundo trimestre de 2025, superando as expectativas do mercado em 10%.
- O lucro líquido ajustado da Equatorial foi de R$ 1,074 bilhão, beneficiado pela reversão de uma provisão de R$ 444 milhões.
- A Eneva (ENEV3) reportou EBITDA de R$ 1,668 bilhão, 10% acima das estimativas, com lucro líquido de R$ 365 milhões.
- A Taesa (TAEE11) teve EBITDA de R$ 729 milhões, 7% abaixo das expectativas, impactada por receitas regulatórias menores.
- O mercado deve observar os próximos passos das três empresas, especialmente em relação a novos projetos e leilões de transmissão.
As companhias elétricas Equatorial (EQTL3), Taesa (TAEE11) e Eneva (ENEV3) divulgaram seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2025 (2T25) na noite de quarta-feira, 14 de agosto, apresentando desempenhos distintos. A Equatorial destacou-se com um EBITDA de R$ 2,903 bilhões, superando as expectativas do mercado em 10% e as projeções do Bradesco BBI em 5%. O crescimento foi impulsionado pelas distribuidoras Ceal, Celpa, Cepisa e Cemar, além de uma redução nos custos operacionais.
O lucro líquido ajustado da Equatorial alcançou R$ 1,074 bilhão, beneficiado pela reversão de uma provisão de R$ 444 milhões relacionada à aquisição da CELG. O BTG Pactual também elogiou o desempenho, com um EBITDA ajustado de R$ 2,90 bilhões, 20% superior ao mesmo período do ano anterior. O segmento de distribuição foi o principal motor do crescimento, com um EBITDA de R$ 2,45 bilhões, refletindo um aumento de 19% na comparação anual.
Resultados da Eneva e Taesa
A Eneva também apresentou resultados positivos, com um EBITDA de R$ 1,668 bilhão, 10% acima das estimativas do BBI. O desempenho foi favorecido pelo aumento no despacho térmico e pela operação de comercialização de gás, que contribuiu com R$ 130 milhões. O lucro líquido da Eneva ficou em R$ 365 milhões, abaixo do esperado, mas a recomendação de compra foi mantida, com preço-alvo de R$ 16,00.
Em contraste, a Taesa reportou um EBITDA ajustado de R$ 729 milhões, 7% abaixo das expectativas do JPMorgan. O desempenho foi impactado por receitas regulatórias menores e despesas operacionais 15% acima do esperado. A dívida líquida aumentou em R$ 140 milhões, mantendo a alavancagem em 4,1x. Apesar disso, a companhia anunciou dividendos de R$ 0,87 por ação, resultando em um dividend yield de 2,6%.
Análises e Expectativas
As análises de mercado variam, com o JPMorgan classificando os resultados da Equatorial como neutros, enquanto o Itaú BBA e o UBS BB destacaram o sólido desempenho operacional. A Taesa, embora tenha apresentado resultados em linha com o consenso, enfrenta desafios relacionados à sua alavancagem e à necessidade de expandir seus ativos. O mercado deve acompanhar de perto os próximos passos das três empresas, especialmente em relação a novos projetos e leilões de transmissão.
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