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Brás solicita apoio do governo para enfrentar escassez de mão de obra

Brás enfrenta escassez de mais de 10 mil funcionários e Prefeitura lança mutirão para impulsionar a empregabilidade na região

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  • A região do Brás, em São Paulo, enfrenta uma falta de mais de 10 mil funcionários.
  • A Associação dos Lojistas do Brás (Alobrás) informa que, entre 5 mil lojas, muitos estabelecimentos buscam centenas de vagas.
  • A Prefeitura de São Paulo lançou o mutirão “Contrata SP”, que ocorrerá em setembro, para ajudar na empregabilidade.
  • O Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) irá cadastrar vagas e oferecer serviços de intermediação na região.
  • A escassez de mão de obra é atribuída à carga horária extensa e à preferência de jovens por trabalhos autônomos, além da repressão ao comércio informal.

A região do Brás, em São Paulo, enfrenta um grave apagão de mão de obra, com a falta de mais de 10 mil funcionários. A Alobrás (Associação dos Lojistas do Brás) destaca que, em um universo de 5.000 lojas, muitos estabelecimentos estão solicitando centenas de vagas. Lauro Pimenta, vice-presidente da associação, afirma que a situação é inédita e que muitos candidatos não permanecem no emprego, com uma piada local indicando que eles saem para almoçar e não retornam.

Para enfrentar essa crise, a Prefeitura de São Paulo anunciou um mutirão chamado Contrata SP, que ocorrerá em setembro, e ações de empregabilidade a serem apresentadas no espaço Denim City. A equipe do Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) visitará a região para cadastrar as vagas disponíveis e oferecer serviços de intermediação de mão de obra. Pimenta ressalta que a digitalização do cadastro de vagas é uma inovação necessária.

Mudanças no Mercado de Trabalho

Os motivos para a escassez de mão de obra incluem a escala de trabalho 6×1 e a mudança no perfil dos trabalhadores. Muitos jovens preferem o trabalho autônomo, como entregas via aplicativos, em vez de empregos formais que exigem carga horária extensa. Além disso, a repressão ao comércio informal tem afastado trabalhadores ambulantes, que enfrentam dificuldades para regularizar sua situação.

Ana Lídia de Oliveira Aguiar, pesquisadora da USP, observa que a estrutura do comércio no Brás evoluiu, com o crescimento de shoppings populares desde 2018, que demandam mais funcionários. A informalidade persiste, com programas de autorização provisória que não garantem segurança aos trabalhadores ambulantes.

Desafios e Repressão

A violência nas ruas também é um fator que contribui para a falta de mão de obra. Casos de repressão contra ambulantes, como a morte de um vendedor senegalês durante uma operação policial, geram insegurança. A Polícia Militar afirma que suas ações visam garantir a segurança e que qualquer desvio de conduta é apurado.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho está em diálogo com os setores envolvidos para desenvolver ações que facilitem a entrada de novos profissionais no mercado. O Brás, conhecido por seu comércio vibrante, continua a ser um polo de compras essencial, mas enfrenta desafios significativos para manter sua força de trabalho.

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