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Eleições de 2026 influenciam mercado e movimentam o ‘trade’ eleitoral

Mercado aguarda definições eleitorais para intensificar o "trade eleitoral", com foco nas estatais e no impacto das propostas dos candidatos

Impacto no preço de ações das estatais é um dos primeiros sinais do "trade eleitoral" (Foto: Reprodução)
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  • O mercado financeiro brasileiro começa a se preparar para as eleições presidenciais de 2024, com expectativa de intensificação do “trade eleitoral” no final do primeiro trimestre, quando os candidatos forem definidos.
  • Atualmente, gestores acreditam que as oscilações do mercado não refletem as pesquisas de intenção de voto.
  • O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, afirma que o mercado tende a reagir negativamente a candidatos com propostas intervencionistas e positivamente a candidatos com gestão mais liberal.
  • A sócia-fundadora da Nord Investimentos, Marília Fontes, explica que a manutenção do governo atual pode prejudicar as estatais, enquanto uma troca de governo pode valorizar ações e fortalecer o câmbio.
  • O índice da bolsa brasileira, Ibovespa, acumula alta de quase 12% até agora, mas ainda está abaixo da valorização de mais de 22% registrada em 2023.

Faltando mais de um ano para as eleições presidenciais no Brasil, o mercado financeiro já começa a se preparar para as possíveis repercussões eleitorais. A expectativa é que o “trade eleitoral” se intensifique no final do primeiro trimestre de 2024, quando os candidatos forem definidos. Atualmente, gestores acreditam que as oscilações do mercado ainda não refletem as pesquisas de intenção de voto.

Analistas frequentemente associam as variações da bolsa a eventos políticos, especialmente em anos eleitorais. Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, destaca que o mercado tende a reagir negativamente a candidatos com propostas intervencionistas, como o ex-presidente Lula. Em contrapartida, candidatos que prometem uma gestão mais liberal são vistos com melhores olhos, o que pode beneficiar estatais como Petrobras e Banco do Brasil.

Expectativas do Mercado

Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, explica que o comportamento do mercado pode ser previsto: se o governo atual for mantido, as estatais tendem a sofrer, enquanto uma troca de governo pode resultar em valorização das ações e um câmbio mais forte. Um estudo do Bradesco indica que, historicamente, os retornos das ações aumentam no terceiro ano de um governo, especialmente em transições de esquerda para centro-direita.

Recentemente, uma pesquisa do Bank of America revelou que a percepção sobre o “trade eleitoral” mudou. Em agosto, apenas 22% dos gestores acreditavam que os investidores já estivessem se posicionando para as eleições, uma queda significativa em relação a meses anteriores. André Lion, gestor da Ibiúna, reforça que, neste momento, o cenário eleitoral ainda é muito incerto e as pesquisas não têm impacto real no mercado.

Cenário Atual

O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, acumula alta de quase 12% até agora, mas ainda está longe da valorização de mais de 22% registrada em 2023. A expectativa é que, à medida que as candidaturas se tornem mais claras, o mercado comece a reagir de forma mais contundente às movimentações políticas. O “trade eleitoral” pode, assim, se tornar um tema central nas discussões do mercado financeiro nos próximos meses.

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