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Setor aéreo pede apoio do governo para enfrentar dificuldades e crescer

Tiago Faierstein propõe apoio estatal e redução da judicialização para revitalizar o setor aéreo em crise no Brasil

Foto: Reprodução
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  • O setor de aviação civil no Brasil enfrenta desafios financeiros, com as três principais companhias aéreas em recuperação judicial.
  • Tiago Faierstein, futuro presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), destacou a necessidade de apoio estatal para o desenvolvimento do setor durante o 3º Seminário Brasil Hoje, em São Paulo.
  • Ele afirmou que mais de 60% dos custos de uma passagem aérea são dolarizados, o que agrava a situação em um cenário internacional instável.
  • Faierstein propôs metas como a redução da judicialização no setor aéreo para facilitar a recuperação das empresas.
  • Ele também mencionou que os preços das passagens estão altos, especialmente para compras de última hora, e que a Anac deve buscar soluções que beneficiem o setor.

O setor de aviação civil no Brasil enfrenta desafios financeiros significativos, com as três principais companhias aéreas em recuperação judicial. Tiago Faierstein, futuro presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), enfatizou a necessidade de apoio estatal para o desenvolvimento do setor durante o 3º Seminário Brasil Hoje, realizado em São Paulo.

Faierstein, indicado ao cargo em dezembro de 2024, afirmou que o crescimento do setor ocorre de forma “sofrida”, com custos elevados que impactam diretamente as companhias. Ele destacou que mais de 60% dos custos de uma passagem aérea são dolarizados, o que torna a situação ainda mais crítica em um cenário internacional instável.

O futuro presidente da Anac ressaltou que não existe setor aéreo desenvolvido sem ajuda do Estado, citando exemplos de sucesso como as estatais Emirates e TAP. Faierstein se posicionou como um “ombro amigo” para o setor, buscando formas de aliviar a carga sobre as companhias aéreas.

Em meio à alta demanda por voos, ele propôs metas viáveis, como a redução da judicialização no setor aéreo, para facilitar a recuperação das empresas. Faierstein reconheceu que as passagens estão com preços altos, especialmente para quem compra em cima da hora, e reiterou que a Anac deve focar em soluções que beneficiem o setor sem interferir na regulação de preços de combustíveis ou na instabilidade internacional.

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