- O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano após um aumento de 4,5 pontos percentuais.
- Economistas que se reuniram com diretores do Banco Central em São Paulo não esperam cortes na taxa antes de 2026.
- A inflação permanece acima da meta, e o mercado de trabalho forte é um fator limitante.
- As expectativas de inflação para o próximo ano podem ultrapassar 5%, acima do teto da meta de 4,5%.
- O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é projetado em cerca de 2% para o próximo ano.
BRASÍLIA E SÃO PAULO – O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, após um ciclo de aumentos que totalizou 4,5 pontos percentuais. Economistas que se reuniram com diretores da instituição nesta sexta-feira, 29, em São Paulo, não preveem cortes na taxa antes de 2026, citando a inflação acima da meta e um mercado de trabalho robusto como fatores limitantes.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 30 de julho, a Selic foi mantida, com a expectativa de avaliar os efeitos das elevações anteriores. Os analistas presentes ao encontro destacaram que as expectativas de inflação permanecem acima da meta, embora estejam em queda. As projeções indicam um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ligeiramente acima de 4,5% para este ano e para 2026.
Expectativas e Cenário Econômico
Os participantes da reunião expressaram que não faz sentido antecipar cortes na Selic. A maioria acredita que a taxa só começará a cair no primeiro trimestre de 2026, possivelmente em abril. Além disso, a inflação esperada para o próximo ano pode ultrapassar 5%, o que ficaria acima do teto da meta de 4,5%.
A apreciação do real frente ao dólar pode ter atingido seu limite, e a força do mercado de trabalho tende a pressionar os preços de serviços, mantendo a inflação elevada. Os economistas também projetam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2% para o próximo ano, um nível considerado insuficiente para fechar o hiato do produto.
Reuniões com Economistas
As reuniões com economistas são uma estratégia do Banco Central para monitorar a avaliação do mercado sobre a conjuntura econômica. Nesta sexta-feira, participaram diretores de Política Econômica, Política Monetária e Supervisão de Conduta, que discutiram as implicações das eleições no cenário econômico, especialmente em relação ao câmbio e aos juros. A expectativa é de que a Selic permaneça em 15% ao longo de 2026, conforme a análise dos especialistas.
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