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Governo busca concessão de aeroportos após queda na aviação regional com fim da Voepass

Azul Conecta enfrenta queda drástica no transporte de passageiros, enquanto Abaeté Aviação expande malha aérea para atender demanda crescente na Bahia

Avião da Azul estacionado no aeroporto de Ribeirão Preto, São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A aviação regional no Brasil enfrenta dificuldades, com a Azul Conecta registrando queda de 34,6% no transporte de passageiros em julho, totalizando 5.208 viajantes.
  • A companhia se tornou a principal operadora após o encerramento das atividades da Voepass e já havia reduzido operações em 14 cidades entre janeiro e março de 2025.
  • A Abaeté Aviação anunciou um aumento na malha aérea para a alta temporada, com 460 voos e 4.140 assentos, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo turismo na Bahia.
  • O governo lançou o programa AmpliAR, que visa melhorar a infraestrutura aeroportuária, com propostas para 19 aeroportos regionais a serem abertas em novembro.
  • Especialistas alertam que, apesar das iniciativas, a viabilidade das operações na aviação regional ainda é incerta.

A aviação regional no Brasil enfrenta um momento crítico, com a recente queda de 34,6% no transporte de passageiros pela Azul Conecta em julho. A companhia, que se tornou a principal operadora após o fim das atividades da Voepass, transportou apenas 5.208 passageiros, uma queda acentuada em relação aos quase 99,4 mil passageiros transportados no mesmo mês do ano anterior pelas antigas operadoras Map e Passaredo.

A Azul Conecta já havia encerrado operações em 14 cidades brasileiras entre janeiro e março deste ano, incluindo locais como Campos (RJ) e Ponta Grossa (PR). A companhia também está ajustando mais de 50 rotas, com frequências reduzidas ou até mesmo eliminação de voos, devido ao aumento dos custos operacionais e à reestruturação interna.

Aumento na Malha Aérea

Em contrapartida, a Abaeté Aviação anunciou um aumento significativo em sua malha aérea para a alta temporada, que vai de dezembro a fevereiro de 2026. A empresa planeja realizar 460 voos, oferecendo 4.140 assentos, um crescimento de 16% em relação à última alta temporada. O CEO da Abaeté, Héctor Hamada, destacou que o aumento é impulsionado pelo crescimento do turismo na Bahia e pela conectividade internacional a partir de Salvador.

Abaeté transportou 556 passageiros em julho, um aumento de 43% em relação ao mesmo mês de 2024, embora isso represente apenas 0,006% do total de passageiros no mercado doméstico, que foi de cerca de 9,03 milhões.

Programa AmpliAR

Para fortalecer a aviação regional, o governo lançou o programa AmpliAR, que visa melhorar a infraestrutura aeroportuária. A primeira fase do programa inclui a oferta de 19 aeroportos regionais, principalmente na Amazônia Legal e no Nordeste, para concessão a empresas que já atuam no setor aéreo. As propostas serão abertas em novembro.

Adalberto Febeliano, especialista em aviação civil, ressalta que, embora os esforços do governo sejam necessários, não garantem a viabilidade das operações. Ele sugere que a redução das exigências de segurança para voos regionais poderia ajudar a diminuir custos, mas reconhece a complexidade dessa abordagem. A aviação regional continua a enfrentar desafios significativos, refletindo uma tendência global de encolhimento no setor.

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