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Aneel aprova investimento da empresa dos Batistas na gestão da Amazonas Energia

Âmbar investirá R$ 9,85 bilhões na reestruturação da Amazonas Energia, que enfrenta dívidas de R$ 12 bilhões e altos índices de inadimplência

Irmãos Wesley e Joesley Batista da J&F em evento (Foto: Reprodução)
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  • A Âmbar, do Grupo J&F, anunciou um investimento de R$ 9,85 bilhões para assumir o controle da Amazonas Energia.
  • A distribuidora enfrenta dívidas de aproximadamente R$ 12 bilhões e altos índices de inadimplência.
  • O aporte visa reestruturar a empresa e amortizar suas obrigações financeiras, com plano aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
  • A nova gestão terá 15 anos para atender a metas regulatórias relacionadas a perdas não técnicas, inadimplência e custo operacional.
  • O acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça, após ser judicializado pela Amazonas Energia.

A Âmbar, do Grupo J&F, anunciou um aporte de R$ 9,85 bilhões para assumir o controle da Amazonas Energia, que enfrenta uma crise financeira com dívidas em torno de R$ 12 bilhões. O investimento visa reestruturar a distribuidora e amortizar suas obrigações financeiras. O plano foi aprovado recentemente pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A Amazonas Energia, privatizada em 2018, atualmente é controlada pela Oliveira Energia, que também enfrenta dificuldades financeiras. A Aneel aceitou flexibilizar os prazos para que a Âmbar atenda a três parâmetros regulatórios: perdas não técnicas, inadimplência e custo operacional. A nova gestão terá 15 anos para alcançar essas metas, que são os principais desafios da distribuidora.

A estratégia da Âmbar inclui um choque de gestão na empresa, que já possui experiência no setor, tendo adquirido usinas de gás da Eletrobras no Amazonas. O acordo, que ainda precisa ser homologado pela Justiça, foi judicializado pela Amazonas Energia. A Advocacia-Geral da União enviará o caso ao TRF 1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Atualmente, a distribuidora enfrenta altos índices de inadimplência, com muitos consumidores, incluindo do setor público, não pagando suas contas. Além disso, a geografia do Amazonas, onde 2% dos consumidores estão espalhados por 18% do território, complica ainda mais a operação e o custo operacional da empresa.

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