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Correios registram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2025

Correios registram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, impactados por aumento de despesas e queda nas receitas.

Agência dos Correios (Foto: Reprodução)
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  • Os Correios registraram um prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025.
  • O valor é quase cinco vezes maior que o rombo de R$ 553,1 milhões no mesmo período de 2024.
  • O segundo trimestre teve um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, somando-se ao resultado negativo de R$ 1,7 bilhão do primeiro trimestre.
  • O aumento de 74% nas despesas administrativas, que totalizaram R$ 3,4 bilhões, e a queda nas receitas, especialmente em encomendas internacionais, contribuíram para a crise.
  • A estatal anunciou um plano de recuperação que inclui a diversificação de serviços e um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) para economizar até R$ 1,5 bilhão.

Os Correios enfrentam uma grave crise financeira, registrando um prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, conforme balanço divulgado na última sexta-feira (5). Este valor é quase cinco vezes maior que o rombo de R$ 553,1 milhões no mesmo período de 2024. No segundo trimestre, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões, somando-se ao resultado negativo de R$ 1,7 bilhão do primeiro trimestre, o pior início de ano desde 2017.

A deterioração das contas é atribuída a um aumento de 74% nas despesas administrativas, que totalizaram R$ 3,4 bilhões até junho. Esse crescimento é impulsionado por um reajuste salarial para mais de 55 mil funcionários e um aumento nas dívidas judiciais, os precatórios. Em contrapartida, as receitas caíram em mais de R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior, com as encomendas internacionais gerando apenas R$ 815,2 milhões, uma queda de quase 62%.

Fatores Contribuintes

Os Correios apontam que as dificuldades financeiras são resultado de fatores externos, como a mudança nas regras tributárias para encomendas internacionais. A nova legislação, sancionada em 2024, passou a tributar compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas, levando a uma retração significativa no segmento internacional.

Para enfrentar essa crise, a estatal anunciou um plano de recuperação, que inclui a diversificação de serviços e a otimização de despesas. Entre as medidas, destaca-se um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) que visa economizar até R$ 1,5 bilhão. A empresa busca, assim, reverter a trajetória de prejuízos e restabelecer sua saúde financeira.

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