- O programa Minha Casa, Minha Vida teve um crescimento de 11,7% nos lançamentos no segundo trimestre de 2025, totalizando 17.911 unidades.
- O Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 5,1 bilhões, um aumento em relação aos R$ 4,2 bilhões do mesmo período em 2024.
- As vendas aumentaram 74% em comparação ao ano anterior, com 19.354 unidades comercializadas.
- Em São Paulo, o programa representa quase 60% dos lançamentos e mais da metade das vendas, impulsionado por políticas habitacionais e aumento de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
- O bairro de Santo Amaro teve uma valorização de 36,9% no preço por metro quadrado entre junho de 2024 e junho de 2025.
O programa Minha Casa, Minha Vida continua a se destacar no mercado imobiliário brasileiro, mesmo diante de desafios como juros altos e inflação. No segundo trimestre de 2025, os lançamentos cresceram 11,7%, totalizando 17.911 unidades, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 5,1 bilhões, um aumento em relação aos R$ 4,2 bilhões do mesmo período em 2024. As vendas também dispararam, com 19.354 unidades comercializadas, representando uma alta de 74% em comparação anual.
Em São Paulo, o programa já representa quase 60% dos lançamentos e mais da metade das vendas. Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica, destaca que o desempenho reflete mudanças na oferta, não na demanda. A política habitacional da cidade, que incentiva o programa há quase uma década, é um dos fatores que impulsionam esse crescimento. Além disso, a mudança estrutural nos preços promovida pelo governo Lula em julho de 2023 ampliou a capacidade de oferta.
Outro ponto crucial é o aumento significativo dos recursos do FGTS direcionados ao programa, que saltaram de R$ 50 a R$ 55 bilhões para cerca de R$ 130 bilhões. Essa ampliação no financiamento com subsídios facilita o acesso das famílias aos imóveis. A melhora na renda dos paulistanos e a redução do desemprego também contribuem para o aumento da capacidade de pagamento.
Valorização em Santo Amaro
O bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, liderou a valorização do preço por metro quadrado, com um aumento de 36,9% entre junho de 2024 e junho de 2025. Araújo explica que a localização dos novos empreendimentos é um fator determinante para essa valorização. A mudança no perfil dos produtos, que agora se alinham mais à faixa 3 do programa, também influencia os preços.
No primeiro semestre de 2025, a Mooca, na zona leste, destacou-se com 2.637 unidades lançadas. Bairros como Lapa, Butantã e Barra Funda também se sobressaem, apresentando um potencial construtivo favorável. Araújo prevê que o mercado do Minha Casa, Minha Vida continuará a crescer em 2025 e 2026, impulsionado por uma demanda que supera a capacidade de produção.
Entretanto, o aumento dos custos representa um desafio para o segmento, pressionando as margens das empresas. Araújo alerta que, com os custos em alta, não há mais como reduzir a metragem das unidades, o que pode resultar em um aumento no preço total dos imóveis.
Entre na conversa da comunidade