- O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).
- O banco projeta um aumento de 12% na produção de petróleo até 2025, com novas plataformas entrando em operação mais rapidamente.
- A previsão é que a produção anual alcance o topo da faixa projetada pela empresa, superando o consenso do mercado.
- O capex (capital expenditure) foi revisado para US$ 18,1 bilhões em 2025 e US$ 16,9 bilhões em 2026.
- O fluxo de caixa livre da Petrobras é estimado em 9% para 2026, com um dividend yield projetado de cerca de 11%.
A Petrobras (PETR3; PETR4) recebeu uma recomendação de compra do Goldman Sachs, que projeta um aumento de 12% na produção de petróleo até 2025. O banco revisou suas expectativas de capex e identificou oportunidades de fusões e aquisições, destacando um preço-alvo de R$ 38,70 para PETR3 e R$ 35,20 para PETR4.
Os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Huama Belmonte enfatizaram que a produção da estatal deve crescer 16% entre julho e janeiro de 2025, com novas plataformas entrando em operação mais rapidamente do que o esperado. A previsão é que a produção anual se alinhe ao topo da faixa projetada pela empresa, superando o consenso do mercado.
Investimentos e Capex
O Goldman Sachs também revisou suas estimativas de capex, prevendo US$ 18,1 bilhões para 2025 e US$ 16,9 bilhões para 2026, um aumento em relação ao modelo anterior. A empresa está focada em reduzir riscos e acelerar a entrega de produção, o que pode pressionar o capex.
Além disso, o banco mencionou possíveis fusões e aquisições, como o leilão de participações do governo em campos do pré-sal, previsto para dezembro de 2025, e a potencial aquisição de uma empresa de etanol. Essas movimentações podem impactar os dividendos no curto prazo.
Dividendos e Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa livre da Petrobras é estimado em 9% para 2026, comparado a 5% para empresas americanas e 10% para europeias. O dividend yield projetado para 2026 é de cerca de 11%, baseado na política ordinária de remuneração aos acionistas. Apesar de o valuation não parecer barato, o Goldman Sachs continua a ver a Petrobras como uma opção atrativa em comparação a outras estatais do setor.
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