Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Investidores buscam melhores opções entre Tesouro IPCA+ e prefixado com inflação em queda

Investidores avaliam a atratividade do Tesouro IPCA+ frente aos prefixados após queda de preços e projeções de inflação em desaceleração

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A taxa Selic está em 15% e a inflação desacelerou, com projeção de 4,85% para 2025.
  • O Tesouro IPCA+ oferece rentabilidade real entre 7,01% e 7,68% ao ano.
  • Em agosto, os preços caíram pela primeira vez no ano, levando investidores a avaliar a comparação com os prefixados, que pagam 13,73% ao ano.
  • Especialistas divergem sobre a alocação ideal entre os papéis, com alguns recomendando maior investimento em prefixados e outros defendendo a manutenção de títulos do Tesouro IPCA+ para proteção contra a inflação.
  • Riscos como a incerteza fiscal e a volatilidade do ano eleitoral podem impactar as decisões de investimento.

Com a Selic em 15%, o cenário econômico brasileiro apresenta mudanças significativas. Em agosto, os preços caíram pela primeira vez no ano, levando a uma expectativa de inflação desacelerando para 4,85% em 2025. Nesse contexto, o Tesouro IPCA+ oferece uma rentabilidade real entre 7,01% e 7,68% ao ano, mas a comparação com os prefixados, que pagam 13,73% ao ano, levanta questionamentos entre investidores.

A análise da inflação implícita, que é a diferença entre as taxas de juros nominais e reais, sugere que o Tesouro IPCA+ só igualaria os prefixados se a inflação média até 2035 fosse de 6,23%. Contudo, as projeções do Boletim Focus indicam que a inflação deve fechar 2026 em 4,30% e continuar a desacelerar, o que pode tornar os prefixados mais atraentes.

Expectativas do Mercado

Especialistas divergem sobre a alocação ideal entre esses papéis. Gabriel Santos, da Bloxs, sugere que, para quem confia nas projeções do Boletim Focus, aumentar a alocação em prefixados faz sentido, pois eles podem oferecer um prêmio real maior. Por outro lado, Ângelo Belitardo, da Hike Capital, argumenta que a alocação em Tesouro IPCA+ não é vantajosa no momento, dado que a inflação implícita dos prefixados é superior à projetada.

Santos também destaca a importância de manter títulos do Tesouro IPCA+ na carteira para garantir um ganho real e proteger o poder de compra. Ele alerta para riscos, como a incerteza fiscal que pode surgir com as eleições do próximo ano, o que poderia pressionar a inflação.

Riscos e Oportunidades

Harrison Gonçalves, analista CFA, enfatiza que a inflação brasileira frequentemente surpreende para cima, justificando uma postura cautelosa. Para investidores com um horizonte de longo prazo, posicionar-se no Tesouro IPCA+ pode ser mais seguro, especialmente se os juros reais caírem.

Belitardo, defensor dos prefixados, reconhece que o ano eleitoral pode causar oscilações na curva de juros, mas acredita que a pressão negativa do dólar deve evitar um choque inflacionário no curto prazo. Santos, por sua vez, menciona que os prefixados apresentam riscos de marcação a mercado e custo de oportunidade, enquanto o Tesouro IPCA+ oferece proteção contra a inflação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais