- EUA registraram salto de 20% nas exportações de etanol neste ano, com 638 milhões de galões exportados no primeiro trimestre, segundo a RFA.
- O Brasil pode dobrar suas vendas externas na temporada 2026/27, que começou em abril, according to Datagro.
- A Datagro estima que as exportações brasileiras cheguem a 2,2 bilhões de litros na nova temporada, enquanto a produção deve atingir 41,4 bilhões de litros.
- Os EUA devem acrescentar 1 bilhão de galões de capacidade de produção de etanol em 12 a 18 meses, segundo a RFA.
Os EUA e o Brasil devem registrar avanço nas exportações de etanol neste ano, impulsionados pela busca mundial por fontes de combustível mais seguras. A crise envolvendo o Estreito de Ormuz é apontada como contexto para esse movimento.
Representantes do setor nos EUA indicam alta de cerca de 20% nas exportações de etanol até o momento, com recordes de 2023 já superados. No Brasil, a Nova Temporada 2026/27 deve levar as vendas externas a mais que dobrarem, segundo a Datagro.
A elevação na demanda beneficia produtores de milho nos EUA e usinas de cana no Brasil, ampliando a produção de grãos e sacarose para suprir o mercado externo. A tendência ocorre em meio a pesquisas por um mercado global de etanol, discutido desde 2007 entre EUA e Brasil.
Panorama de exportações
O grupo americano de etanol, a RFA, aponta que as exportações no primeiro trimestre somaram 638 milhões de galões, 20% acima do mesmo período do ano anterior.
A Datagro estima que as exportações brasileiras atinjam 2,2 bilhões de litros (cerca de 581 milhões de galões) na temporada 2026/27, frente 1 bilhão de litros na temporada anterior.
Para o mercado, a competitividade de preços do etanol americano em relação à gasolina sustenta as perspectivas de ampliação das exportações, segundo analistas da Datagro e da RFA.
O analista-chefe da Datagro, Plinio Nastari, aponta que países asiáticos elevam a mistura de etanol na gasolina, o que direciona compras externas. Some-se a isso a busca por segurança energética global.
A conclusão entre especialistas é de que, mesmo com eventual reabertura de Ormuz, a demanda deve se manter alta, fortalecida pela redução da dependência de grandes fontes de energia no Oriente Médio.
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