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Reserva subterrânea na China pode conter até 1.000 toneladas de ouro

Descoberta em Pingjiang, Hunan, aponta reserva de ouro de até mil toneladas, com perfurações a dois mil metros e grandes desafios técnicos

Foto: Magnific/VecMes
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  • Reserva subterrânea de ouro foi descoberta em Pingjiang, no condado de Pingjiang, Hunan, China, com perfurações até cerca de dois mil metros de profundidade.
  • Até o momento, foram confirmadas aproximadamente 300 toneladas de ouro em áreas já perfuradas, com valor estimado em cerca de R$ 428 bilhões na cotação atual.
  • O depósito apresenta mais de quarenta veias de minério, com teores de até 138 gramas por tonelada de rocha, índice considerado alto para depósitos dessa dimensão.
  • Especialistas estimam que o potencial total pode chegar a mil toneladas, mas a produção comercial em larga escala depende de perfurações adicionais e de viabilidade econômica comprovada.
  • A exploração a grandes profundidades traz desafios como temperaturas acima de cinquenta graus Celsius, alto custo operacional e necessidade de infraestrutura avançada; o anúncio já impacta o mercado internacional e reforça investimentos chineses em mapeamento geológico.

Uma gigante reserva de ouro foi descoberta no condado de Pingjiang, em Hunan. A confirmação veio após anos de estudos geológicos e perfurações profundas financiadas pelo governo chinês. A exploração começou em 2020, com cerca de 100 milhões de yuans investidos, alcançando 2 mil metros de profundidade.

Pesquisadores identificaram mais de 40 veias de minério no subsolo. Em amostras, o teor de ouro chegou a 138 gramas por tonelada de rocha, considerado elevado para depósitos dessa dimensão. A reserva já é considerada uma das mais relevantes dos últimos tempos.

Até agora, os estudos indicam aproximadamente 300 toneladas de ouro em áreas perfuradas, avaliadas em cerca de R$ 428 bilhões com a cotação atual. Técnicos acreditam que o potencial total pode chegar a mil toneladas.

Potencial e desafios da exploração

Modelos 3D de mapeamento sugerem camadas mais profundas com possibilidade de superar mil toneladas. Contudo, a viabilidade econômica depende de novas perfurações e análises independentes. A produção em grande escala ainda não tem prazo definido.

A extração em profundidades acima de 2 mil metros impõe desafios técnicos. Temperaturas acima de 50 graus Celsius, pressão elevada e custos operacionais crescentes exigem sistemas avançados de ventilação, refrigeração e contenção estrutural.

A logística local também é um entrave. Transporte do minério e infraestrutura regional limitam a escala industrial necessária. Estudos independentes ainda são necessários para validar as estimativas de quantidade.

Contexto e impacto no setor

Mesmo antes da definição de cronograma, a descoberta já afeta o mercado internacional. A China lidera a produção mundial de ouro há mais de uma década, respondendo por cerca de 10% da mineração global.

Especialistas veem o achado como potencial para ampliar a influência chinesa em negociações de preço e fornecimento. O governo tem ampliado investimentos em mapeamento geológico profundo no país.

Outras regiões, como Xinjiang, têm obtido levantamentos que indicam áreas promissoras com potencial semelhante ao encontrado em Hunan. A estratégia visa sustentar décadas de produção e reduzir a dependência externa.

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