- O LesboCenso Nacional, realizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com o Ministério das Mulheres, apresenta dados sobre a realidade de lésbicas no Brasil.
- A pesquisa, que ouviu 130 mulheres entre abril e junho do ano passado, revela desafios nas áreas de saúde, educação e trabalho.
- No setor de saúde, as participantes se sentem tratadas como “pacientes invisíveis”, com consultas ginecológicas que não consideram suas práticas sexuais e exames preventivos frequentemente ignorados.
- Na educação, muitas mulheres relataram experiências de bullying e discriminação, o que contribui para a evasão escolar.
- O estudo também documenta episódios de violência, incluindo assédio e agressões, e destaca a necessidade de políticas públicas para promover a inclusão e proteção da comunidade lésbica.
No Dia da Visibilidade Lésbica, o LesboCenso Nacional apresenta dados inéditos sobre a realidade de lésbicas no Brasil. A pesquisa, realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com o Ministério das Mulheres, ouviu 130 mulheres de diferentes estados entre abril e junho do ano passado. O estudo revela desafios significativos nas áreas de saúde, educação e trabalho.
Na saúde, as participantes relataram que o sistema médico frequentemente as trata como “pacientes invisíveis”. Consultas ginecológicas não consideram suas práticas sexuais, e exames preventivos, como papanicolau e testes de ISTs, são frequentemente ignorados. A falta de protocolos específicos e a predominância da heteronormatividade no atendimento afastam essas mulheres do acompanhamento regular, impactando negativamente sua saúde mental.
Desafios na Educação e no Trabalho
Os dados do LesboCenso também destacam a experiência de bullying e o apagamento da identidade lésbica nas escolas, fatores que contribuem para a evasão escolar. Muitas mulheres relataram dificuldades em permanecer no ambiente educacional devido à discriminação.
No mercado de trabalho, a pesquisa aponta desigualdade salarial e discriminação velada. Muitas lésbicas sentem a necessidade de ocultar sua orientação sexual para garantir a manutenção do emprego, o que gera um ambiente de insegurança e estresse.
Violência e Discriminação
Além disso, o estudo documenta episódios de violência que vão desde a rejeição familiar até agressões em espaços públicos. As participantes relataram casos de assédio, ameaças e até estupro coletivo, evidenciando a gravidade da discriminação enfrentada pela comunidade lésbica.
O governo federal investiu R$ 250 mil na realização do LesboCenso, que se propõe a ser um marco na luta por direitos e visibilidade da comunidade lésbica no Brasil. Os dados obtidos são essenciais para a formulação de políticas públicas que promovam a inclusão e a proteção dessas mulheres.
Entre na conversa da comunidade