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Greve na USP continua; funcionários ampliam paralisação com pautas dos estudantes

Servidores da USP mantêm greve; negociação com a reitoria ocorre hoje, com inclusão das pautas do movimento estudantil sobre permanência, bolsas e restaurantes

Cidade Universitária no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo
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  • A greve na USP continua, com assembleia desta quarta-feira, 22, decidindo pela manutenção da paralisação de nove dias e reunião com a reitoria ainda neste dia.
  • O impasse envolve a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace), que adiciona até R$ 4.500 ao salário de docentes em projetos estratégicos; servidores propõem dividir o valor entre funcionários, resultando em reajuste de até R$ 1,6 mil.
  • Os estudantes também participam do movimento, cobrando melhores condições de permanência, mais bolsas e melhorias nos restaurantes universitários; o movimento estudantil é apoiado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).
  • A reitoria informou investimento de cerca de R$ 461 milhões no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), beneficiando quase 16 mil alunos, além de mencionar avaliação de restaurantes por nutricionistas e ações para melhoria de serviços.
  • Dados da USP apontam mais de 5,3 mil docentes e aproximadamente 12,6 mil funcionários técnico-administrativos (2024); o salário inicial de um professor doutor em dedicação exclusiva é de R$ 16,3 mil, com a Grace correspondendo a 27% desse total.

A greve de servidores da USP completa nove dias nesta quarta-feira, 22, com decisão pela continuidade. Em assembleia, eles também avaliaram a contraproposta apresentada pela reitoria. Uma reunião entre as partes está marcada para o mesmo dia.

Os trabalhadores cruzaram os braços no dia 14, em protesto à criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace), que concederia R$ 4.500 mensais a docentes que assumissem projetos estratégicos. A mobilização envolve o campus central de São Paulo e unidades no interior.

A universidade sustenta que a Grace seria exclusiva para professores em dedicação integral, o que, para os servidores, viola a isonomia salarial. Eles defendem que o montante total destinado aos docentes seja compartilhado com funcionários para reajuste de até R$ 1,6 mil.

Pauta estudantil e contrapartidas

Os trabalhadores exigem que as negociações incluam as demandas do movimento estudantil, alinhadas ao DCE da USP. Estudantes pedem melhoria de permanência, aumento de bolsas e melhoria nos serviços dos restaurantes universitários.

A reitoria informou que há investimento de cerca de R$ 461 milhões no PAPFE, beneficiando quase 16 mil alunos. Segundo a universidade, a qualidade dos restaurantes é acompanhada por nutricionistas, com informações legais e avaliações periódicas.

A USP mencionou que realizou reunião com entidades estudantis e propôs a criação de grupos de trabalho para tratar das demandas dos alunos. A posição da instituição é de continuidade ao diálogo, com foco em soluções que envolvam estudantes e trabalhadores.

Dados da comunidade universitária

A instituição tem mais de 5,3 mil professores e cerca de 12,6 mil funcionários técnico-administrativos, conforme dados de 2024. A greve envolve pelo menos 15 faculdades e institutos da capital e do interior, com apoio do Sintusp e do DCE.

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