- Vladimir Sacchetta, iconógrafo de destaque, morreu aos 75 anos na sexta-feira, 15, deixando legado na história da memória brasileira.
- Formado em direito pela USP, ele — que abriu mão da carreira jurídica para atuar em cultura, memória e imagem — contribuiu para obras de grande relevância, como Olga, Chatô e a biografia de Lula, de Fernando Morais.
- Participou de séries sobre a ditadura militar de Elio Gaspari e da trilogia Quem foi que Inventou o Brasil, além de realizar exposições históricas e projetos de memoriais pelo país.
- Também atuou como assessor parlamentar de Florestan Fernandes; seus textos e colaborações foram amplamente lidos pela família dele e por leitores da Folha.
- Deixa dois filhos, Paula e Felipe, e um neto, Leon; sua trajetória é lembrada como uma defesa constante da memória, dos direitos humanos, da justiça social e de uma sociedade mais igualitária.
Vladimir Sacchetta, conhecido iconógrafo, faleceu aos 75 anos nesta sexta-feira (15). Formado pela Faculdade de Direito da USP, ele escolheu a cultura, a memória e a imagem como eixo de sua atuação, dedicando a vida à preservação histórica.
Reconhecido como um dos mais importantes iconógrafos do Brasil, Vladi participou de relevantes projetos no mercado editorial e audiovisual. Ilustrou obras como Olga, Chatô e a biografia de Lula, de Fernando Morais, além de colaborar com séries sobre a ditadura militar de Elio Gaspari e com a trilogia Quem foi que Inventou o Brasil, associada a Franklin Martins.
Também realizou exposições históricas e integrou projetos de memoriais em diversas regiões do país, sempre defendendo a memória como ferramenta de identidade nacional. Atuou como assessor parlamentar de Florestan Fernandes, contribuindo com textos que circulavam em livros e nas colunas da Folha.
Legado e família
Deixa dois filhos, Paula e Felipe, e um neto, Leon, que chegou recentemente. Vladi projetou, ao longo da vida, uma atuação pautada pela defesa dos direitos humanos, da justiça social e de uma sociedade mais igualitária.
Sua presença ampliou o diálogo entre memória e produção cultural. O trabalho de Vladi permanece como referência para pesquisadores, jornalistas e profissionais da cultura que buscam compreender a história brasileira por meio de imagens e documentação.
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