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Manuscrito da lenda do Rei Arthur pode atingir até R$ 13,5 milhões em leilão

Manuscrito sobre Rei Arthur, com Merlin, pode ser leiloado pela Christie's por até £2 milhões (R$ 13,5 milhões), primeira apresentação pública em julho

Feiticeiro Merlin disfarçado de veado em ilustração do manuscrito a ser leiloado pela Christie's
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  • Manuscrito sobre a lenda do Rei Arthur e a busca pelo Santo Graal pode ser leiloado pela Christie’s por até £2 milhões, cerca de R$ 13,5 milhões, em julho.
  • Obra do século XIII, pintada em pergaminho e decorada com folhas de ouro, traz ilustrações como os Cavaleiros da Távola Redonda e Merlin, incluindo um desenho raro de Merlin como cervo.
  • A peça é, segundo a Christie’s, o texto mais antigo do ciclo Lancelote-Graal já a ir a leilão e o mais rico em ilustrações entre os três manuscritos conhecidos.
  • A obra foi reunida no século XX pelo industrial francês Jean Lebaudy; acredita-se que o criador tenha sido o Mestre do Apocalipse de Liège.
  • Historiadores destacam que a venda pode abrir caminho para domínio público, ressaltando o equilíbrio entre acesso público e preservação de patrimônio.

Um manuscrito do século 13 sobre a lenda do Rei Arthur e a busca pelo Santo Graal será leiloado pela Christie’s, com estimativa de até £2 milhões, cerca de R$ 13,5 milhões. A apresentação pública ocorrerá em julho.

A obra, pintada em pergaminho e com folhas de ouro, traz ilustrações dos Cavaleiros da Távola Redonda e do mago Merlin. Um desenho raro o mostra Merlin como cervo, ligado ao ciclo Lancelote-Graal.

Leilão e contexto

Segundo o responsável de manuscritos medievais da Christie’s, o exemplar é o mais antigo entre os três conhecidos e o mais ricamente ilustrado. Acredita-se ser a cópia mais antiga do ciclo Lancelote-Graal a ir a leilão.

A peça foi reunida pelo industrial francês Jean Lebaudy no século 20. Historiadores apontam que o documento pode ter sido produzido no final do século 13 pelo Mestre do Apocalipse de Liège, famoso pelos manuscritos luxuosos.

Opiniões de especialistas

Uma especialista da Cambridge destacou a possibilidade de o manuscrito chegar pela primeira vez ao domínio público. Ela vê o atrativo histórico como fator que, ao longo do tempo, atraiu coleções privadas e dificultou o estudo.

A pesquisadora ressaltou que instituições de patrimônio existem para preservar textos raros e torná-los acessíveis ao público, embora reconheça limitações de orçamento atuais. O objetivo é ampliar o acesso ao documento.

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