- A crise política em São Bernardo do Campo se agravou na sessão da Câmara Municipal de terça-feira, dia dezenove.
- O prefeito afastado Marcelo Lima enfrenta acusações de corrupção, incluindo um esquema que desviou R$ 16,9 milhões.
- Vereadores solicitaram a suspensão dos salários dos parlamentares afastados, que recebem R$ 19.960,05 mensais.
- Foi proposta a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades na administração municipal.
- O Ministério Público pediu a perda dos cargos dos envolvidos e a reparação dos prejuízos aos cofres públicos.
A crise política em São Bernardo do Campo se intensificou na sessão da Câmara Municipal realizada na terça-feira (19). O prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos) enfrenta graves acusações de corrupção, com denúncias que envolvem um esquema que desviou R$ 16,9 milhões.
Durante a sessão, vereadores solicitaram a suspensão dos salários dos parlamentares afastados, que atualmente recebem R$ 19.960,05 mensais. Além disso, foi proposto o início de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades na administração municipal. O foco das investigações é o prefeito, acusado de integrar uma organização criminosa e de lavagem de dinheiro.
A denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, apresentada na segunda-feira (18), menciona também outras nove pessoas, incluindo vereadores, ex-secretários e empresários. O esquema, que operava desde 2022, utilizava empresas ligadas ao poder público para fraudar licitações em áreas como saúde e limpeza urbana.
Detalhes das Investigações
Os vereadores João Viana, Shell Gomes e Luana Eloá protocolaram um requerimento para que os salários dos parlamentares afastados sejam cortados. O líder do governo, Julinho Fuzari, conseguiu reunir 19 assinaturas em apoio à abertura da CPI. As investigações revelaram o uso de celulares clandestinos e uma linguagem codificada, além de um “bunker” com mais de R$ 12 milhões em espécie na residência de Paulo Iran, apontado como operador financeiro do grupo.
Entre os denunciados estão o vereador Danilo Lima Ramos, primo do prefeito, e o suplente Ary José de Oliveira (PRTB). Todos enfrentam acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O Ministério Público também pede ao Tribunal de Justiça a perda definitiva dos cargos e a reparação integral do prejuízo aos cofres municipais, que chega a quase R$ 17 milhões. Se condenados, os envolvidos podem enfrentar penas de três a oito anos de prisão, além de multas.
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