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Mulher denuncia fanatismo e feminicídio em importante relato de 90 anos atrás

Editora resgata obras de Chrysanthème, trazendo à tona discussões sobre feminicídio e a luta feminina em um Brasil com mais de 1.400 vítimas em 2024

A carioca Chrysanthème: causas feministas e denúncia social (Foto: Biblioteca Nacional/Reprodução)
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  • A editora Janela Amarela está reeditando obras de Chrysanthème, pseudônimo de Cecília Moncorvo Bandeira de Mello Rebello de Vasconcellos, uma escritora brasileira esquecida.
  • Suas obras abordam temas como feminicídio, fanatismo religioso e violência, relevantes para o contexto atual.
  • O livro “A Mulher dos Olhos de Gelo”, publicado em mil novecentos e trinta e cinco, exemplifica a conexão entre passado e presente.
  • A narrativa de Chrysanthème retrata o feminicídio pela perspectiva do homem que comete o crime, criticando a pressão social pelo casamento e o impacto da religião nas dinâmicas familiares.
  • Em 2024, o Brasil registrou mais de mil e quatrocentas vítimas de feminicídio, evidenciando a persistência da violência contra a mulher.

A editora Janela Amarela está promovendo o resgate da obra de Chrysanthème, pseudônimo de Cecília Moncorvo Bandeira de Mello Rebello de Vasconcellos, uma escritora brasileira esquecida. Suas obras, que abordam temas como feminicídio, fanatismo religioso e violência, são relevantes para o contexto atual. O livro A Mulher dos Olhos de Gelo, publicado em 1935, é um exemplo claro dessa conexão entre passado e presente.

A narrativa de Chrysanthème, que se destacou na imprensa carioca do início do século XX, não idealiza personagens. Em sua obra, o feminicídio é retratado sob a perspectiva do homem que comete o crime, revelando a complexidade das relações sociais e familiares. A autora critica a pressão social pelo casamento e o impacto da religião nas dinâmicas familiares, temas que permanecem atuais.

O resgate de suas obras ocorre em um momento crítico, com o Brasil enfrentando um aumento alarmante nos casos de feminicídio. Em 2024, foram registradas mais de 1.400 vítimas, evidenciando que a violência contra a mulher é uma questão histórica e persistente. A editora Janela Amarela busca trazer à tona vozes femininas que foram silenciadas, oferecendo uma nova perspectiva sobre a sociedade brasileira.

Carol Engel, editora da Janela Amarela, destaca que a recuperação de Chrysanthème é uma forma de reparação histórica. A proposta é apresentar aos leitores contemporâneos uma visão das contradições sociais e das lutas femininas do passado. O trabalho da editora visa não apenas revalorizar a literatura feminina, mas também abrir espaço para discussões sobre temas que ainda afetam a sociedade atual.

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