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Ministros evitam comentar sobre declarações de Bolsonaro sobre o STF

Bolsonaro e Eduardo podem ser indiciados por coação no Judiciário e enfrentam penas de até 43 anos de prisão se condenados

Sede do Supremo Tribunal Federal durante a sessão solene de reabertura do ano judiciário (Foto: Pedro Ladeira-1º.jan.2024/Folhapress)
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  • Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro estão sendo investigados por tentativas de obstruir o julgamento de uma trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A Polícia Federal (PF) apresentou um relatório com indícios de que ambos tentaram influenciar decisões da corte, mencionando diálogos com ministros.
  • Os ministros do STF decidiram não comentar as menções feitas por Jair e Eduardo.
  • Em mensagens de junho, Jair pediu a Eduardo que evitasse críticas a um ministro e mencionou preocupações de outros ministros com sanções.
  • A PF investiga possíveis crimes, como coação no curso do processo, e Jair Bolsonaro pode enfrentar penas de até 43 anos de prisão se condenado.

Os ex-presidentes Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, estão sob investigação por tentativas de obstruir o julgamento de uma trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal (PF) apresentou um relatório que revela indícios de que ambos tentaram influenciar decisões da corte, mencionando diálogos com ministros.

Os ministros do STF optaram por não comentar as menções feitas por Jair e Eduardo. Em mensagens trocadas em junho, Jair relatou ao filho que havia conversado com membros da corte, embora não haja registros de encontros recentes. O relatório da PF, divulgado na quarta-feira (20), destaca tentativas de obstrução do processo, com foco nas interações entre os Bolsonaros e os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça.

Em 27 de junho, Jair Bolsonaro pediu a Eduardo que não compartilhasse críticas a Gilmar Mendes e mencionou que “todos ou quase todos” os ministros demonstravam preocupação com sanções. O relatório também aponta uma “ação coordenada” entre os Bolsonaros e a defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, para tumultuar o processo. Eduardo, em mensagens, indicou que havia uma oportunidade de mudar a relatoria da trama golpista, atualmente sob Alexandre de Moraes.

A PF investiga se houve coação ao Judiciário, com apoio de figuras como o pastor Silas Malafaia. Os Bolsonaros podem ser indiciados por crimes como coação no curso do processo e abolição violenta do Estado democrático de Direito. Caso condenados, Jair Bolsonaro enfrenta penas que podem variar de 12 anos e meio a mais de 43 anos de prisão.

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