- A Polícia Federal investiga a distribuidora de combustíveis Duvale, que movimentou R$ 5 bilhões entre 2019 e 2023.
- A empresa é controlada por sócios ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que usavam codinomes para esconder suas identidades.
- Os sócios identificados como Bolsonaro, Lula, Ciro e Obama repartiam lucros de forma clandestina.
- A Duvale, inativa desde 2017, foi adquirida informalmente por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, ambos foragidos.
- A investigação revela um esquema de lavagem de dinheiro que envolve empresas de fachada e movimentações financeiras irregulares.
A Polícia Federal investiga uma distribuidora de combustíveis, a Duvale, que movimentou R$ 5 bilhões entre 2019 e 2023, supostamente para lavar dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). A empresa, inativa desde 2017, é controlada por sócios com codinomes que ocultam suas identidades.
Os sócios, identificados como Bolsonaro, Lula, Ciro e Obama, repartiam os lucros de forma clandestina. A Duvale, criada em 1988, foi adquirida informalmente por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, que estão foragidos. A investigação, iniciada no Paraná, revela um esquema que envolve várias empresas com patrimônio multimilionário em Curitiba.
Documentos e conversas interceptadas mostram que a Duvale era controlada por quatro sócios que repartiam os lucros de maneira oculta. Beto Louco detinha 65% dos lucros, enquanto Primo e os demais sócios recebiam 15% cada. A distribuição dos lucros era feita através de empresas de fachada, como a ML8 Serviços de Apoio Administrativo, registrada em nome de Miriam Favero Lopes, esposa de Daniel Dias Lopes, outro sócio foragido.
A Polícia Federal aponta que Daniel Lopes e sua esposa eram responsáveis pelas operações financeiras da Duvale. O esquema de lavagem de dinheiro foi estruturado após Lopes deixar o sistema prisional em 2017, onde cumpriu pena por tráfico de drogas. A movimentação financeira era frequentemente realizada por meio de transferências milionárias para empresas fictícias, sem registros adequados.
A investigação continua, com a PF buscando desarticular a infiltração do PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro, revelando a complexidade e a audácia das operações criminosas.
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