- Ricardo Magro, advogado e empresário do setor de combustíveis, foi citado na megaoperação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis.
- Sua empresa, Refit, é mencionada na operação, mas Magro nega qualquer ligação com a facção criminosa, alegando ser alvo de concorrentes e ameaças.
- A operação ocorreu no final de agosto e não resultou em busca e apreensão na Refit, que é sucessora da Copape, já desmantelada por envolvimento com o PCC.
- Magro enfrenta uma dívida de R$ 11,5 bilhões com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e contesta as acusações de sonegação, defendendo a transparência de sua empresa.
- Ele também se defende de alegações de vínculos políticos, afirmando que sua relação com o senador Ciro Nogueira é de amizade, sem conotações ilícitas.
Ricardo Magro, advogado e empresário do setor de combustíveis, voltou a ser destaque na mídia após a megaoperação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do PCC no mercado de combustíveis. Sua empresa, a Refit, foi mencionada na operação, mas Magro nega qualquer ligação com a facção criminosa, alegando ser alvo de concorrentes e ameaças.
A operação, realizada no final de agosto, não resultou em busca e apreensão na Refit, que é citada como sucessora da Copape, uma empresa já desmantelada por envolvimento com o PCC. Segundo a investigação, a Refit estaria fornecendo combustível para a distribuidora Rodopetro, associada ao crime organizado. Magro, no entanto, afirma que sua empresa mantém rigoroso controle sobre suas vendas e não fornece para postos ligados ao PCC.
Magro, que já enfrentou acusações de sonegação e teve um histórico de prisão, se descreve como um combatente do PCC. Ele relata ter sido ameaçado e diz que sua atuação no setor de combustíveis o torna um alvo de difamação por grandes concorrentes, como a Cosan. A Refit, apesar das controvérsias, tem se envolvido em iniciativas sociais, como patrocínios a eventos esportivos e culturais.
A trajetória de Magro é marcada por uma série de disputas legais e tributárias. Ele enfrenta uma dívida de R$ 11,5 bilhões com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, sendo considerado o maior devedor do estado de São Paulo. Magro contesta as acusações de sonegação, afirmando que sua empresa opera de forma transparente e que as dificuldades financeiras são resultado de um sistema tributário injusto.
O empresário também se defende das alegações de vínculos políticos, afirmando que sua relação com o senador Ciro Nogueira é de amizade, sem conotações ilícitas. Ele critica a regulamentação do lobby no Brasil, que, segundo ele, prejudica empresas menores como a Refit em um mercado dominado por grandes corporações.
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