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PT aciona TSE e afirma que Flávio impulsionou vídeos de IA atacando Lula

Federação pede a remoção de mais de 70 publicações, a identificação dos perfis anônimos e a suspensão da monetização

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Ton Molina/GettyImages/Saulo Cruz/Agência Senado)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). | Ton Molina/GettyImages -- Saulo Cruz/Agência Senado

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma rede de perfis anônimos no Instagram acusada de produzir e disseminar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação também pede a remoção de mais de 70 publicações, a identificação dos responsáveis pelos perfis e a suspensão de eventuais receitas obtidas com monetização nas plataformas.

Um dos exemplos citados é um vídeo publicado em 30 de maio de 2026 por um perfil anônimo, no qual Lula aparece, por meio de IA, em frente à Casa Branca usando uma camiseta com a frase “Trump, deixa nossos bandidos em paz” e carregando uma bolsa de dinheiro. Segundo a ação, o conteúdo foi republicado por Flávio Bolsonaro no dia seguinte.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma rede de perfis anônimos no Instagram acusada de produzir e disseminar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação também pede a remoção de mais de 70 publicações, a identificação dos responsáveis pelos perfis e a suspensão de eventuais receitas obtidas com monetização nas plataformas.

Segundo a federação, o monitoramento identificou cerca de 30 perfis anônimos organizados por meio da ferramenta “collab”, do Instagram, que permite publicações colaborativas entre diferentes contas. De acordo com a representação, os vídeos produzidos por essa rede seriam posteriormente compartilhados por parlamentares da oposição, entre eles o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além dos deputados federais Mario Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES).

Um dos exemplos citados é um vídeo publicado em 30 de maio de 2026 por um perfil anônimo, no qual Lula aparece, por meio de IA, em frente à Casa Branca usando uma camiseta com a frase “Trump, deixa nossos bandidos em paz” e carregando uma bolsa de dinheiro. Segundo a ação, o conteúdo foi republicado por Flávio Bolsonaro no dia seguinte.

A representação também aponta que um dos principais perfis da rede seria administrado por Léo Índio, primo de Flávio Bolsonaro. A federação afirma que, somados, os perfis anônimos e as contas dos parlamentares envolvidos alcançam mais de 10 milhões de seguidores, ampliando a circulação dos conteúdos.

“À medida em que usam esses vídeos em seus perfis oficiais, os parlamentares incentivam a produção por essas páginas anônimas, ao passo em que colaboram para o aumento do seu número de seguidores, em um ciclo que se organiza para degradar a imagem de Lula e do PT”, diz a nota.

Ainda segundo a FE Brasil, algumas dessas páginas utilizam os vídeos como estratégia para vender cursos sobre produção de conteúdo com inteligência artificial ou solicitar doações em criptomoedas. A ação também questiona jingles publicados por perfis anônimos no TikTok, que, segundo a federação, serviram de base para cerca de 89 mil publicações contra Lula e o PT.

Além da remoção das postagens, a federação pede ao TSE a quebra do sigilo de dados telemáticos para identificar os administradores das contas e responsabilizá-los, bem como a suspensão de eventuais pagamentos de monetização feitos pelas plataformas aos perfis investigados.

+ Moraes questiona Bolsonaro por vídeo com IA que apoia Flávio à presidência

O caso ocorre em meio ao debate sobre o uso de inteligência artificial em campanhas políticas. Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informe se ele autorizou o uso de um vídeo produzido com IA exibido durante a convenção do PL que lançou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Moraes afirmou que, caso a utilização tenha ocorrido sem autorização, poderão ser analisadas eventuais implicações na legislação eleitoral.

+ Bolsonaro nega ter autorizado vídeo de IA exibido em convenção do PL

+ Com Milei, Tarcísio e Bolsonaro em IA, PL confirma Flávio para presidência

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