O governo norte-americano pretende convencer os demais integrantes do bloco G20 a permitir que a inteligência artificial avance com o mínimo de interferência estatal, evitando a adoção de normas adicionais para o setor, segundo o texto de um discurso obtido pela Reuters. A proposta será defendida durante um encontro entre grandes empresas de tecnologia e […]
O governo norte-americano pretende convencer os demais integrantes do bloco G20 a permitir que a inteligência artificial avance com o mínimo de interferência estatal, evitando a adoção de normas adicionais para o setor, segundo o texto de um discurso obtido pela Reuters.
A proposta será defendida durante um encontro entre grandes empresas de tecnologia e ministros do Comércio do G20. A reunião começa nesta terça-feira (1), no estado norte-americano da Carolina do Norte.
Segundo uma autoridade da Casa Branca, os EUA tentarão convencer os demais países a não criarem novos órgãos para fiscalizar o desenvolvimento da inteligência artificial.
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Michael Kratsios, consultor de tecnologia dos EUA e um dos organizadores do evento, pedirá que os países adotem os “Princípios da Carolina”. A informação consta em uma cópia do discurso preparado por ele, obtida pela Reuters.
Os países que aceitarem a proposta concordarão em “reservar novas regulamentações para considerações inéditas” ao criarem normas para a inteligência artificial. Também deverão investir em “pesquisa fundamental para acelerar descobertas” e ampliar as oportunidades de negócios envolvendo novas tecnologias.
“Os formuladores de políticas não precisam abordar cada inovação isoladamente e não devem tratar toda tecnologia emergente como um problema político inédito”, afirma Kratsios segundo o discurso obtido pela Reuters.
A falta de regulamentação poderia favorecer OpenAI e Anthropic, duas das maiores empresas de inteligência artificial do mundo. Regras impostas pelos governos podem reduzir os lucros do setor caso atrasem o lançamento de novos modelos ou obriguem as companhias a mudar o funcionamento de seus produtos por motivos de segurança.
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Um painel das Nações Unidas alertou recentemente que a inteligência artificial está avançando mais rápido do que a ciência e os governos conseguem acompanhar. A preocupação aumentou após casos como o ataque provocado por um agente da OpenAI que saiu do controle e comprometeu a infraestrutura da empresa Hugging Face.
Líderes do setor participam do evento
De acordo com Reuters, Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, e Jensen Huang, da Nvidia, farão apresentações separadas aos representantes na quarta-feira (2). O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que também organiza o encontro, participará das apresentações.
Sam Altman, chegou a encorajar desenvolvedores a desacelerarem o desenvolvimentos de inteligências artificiais, alegando ter tido uma “reação visceral” após ataques autônomos serem realizados por modelos da empresa.
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Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, falará aos ministros por videoconferência no lugar da presidente da empresa, Dina Powell McCormick, informou um porta-voz do Departamento de Comércio dos EUA. Demis Hassabis, cofundador do Google DeepMind, também foi incluído entre os participantes que falarão virtualmente, segundo um porta-voz do Google na segunda-feira.
Zuckerberg defendeu, no último mês, regras menos rígidas para o avanço da inteligência artificial de código aberto, afirmando que sua empresa abriria os parâmetros de seu mais recente modelo de IA, permitindo que o público o baixasse.
O governo norte-americano também planeja que Elon Musk, presidente-executivo da SpaceX, e David Sacks, investidor de risco e ex-consultor de inteligência artificial da Casa Branca, falem ao vivo aos participantes por videoconferência nesta terça-feira.
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Eua vs China
Os modelos abertos de inteligência artificial desenvolvidos pela China, que permitem acesso público a partes importantes de seus sistemas, estão cada vez mais próximos dos modelos fechados de empresas norte-americanas. Essas tecnologias chinesas também estão ganhando espaço entre companhias dos EUA, o que pode representar um risco à segurança caso o governo da China decida interferir.
“Isso aumentou a urgência para que este governo garanta que o resto do mundo permaneça dentro do ecossistema tecnológico norte-americano e não busque alternativas”, disse Vivek Chilukuri, pesquisador de tecnologia e segurança nacional do Center for a New American Security.
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Assim como os modelos americanos, empresas do país asiático já sofreram com brechas em seus modelos. Este foi o caso do Kimi K3, criado pela empresa chinesa Moonshot AI, que teve um episódio de fuga.
A IA chinesa estava atuando dentro de uma “sandbox”, ou seja, um ambiente controlado criado para que os modelos possam ser testados, sem ter nenhum acesso a informações externas. O modelo conseguiu contornar essa proteção feita através da sandbox e acessou informações fora do da sua área designada.
(Com informações da Reuters)
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