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Aumento na compra de livros no Brasil não garante mais leitura

Venda de livros cresce em 2025, mas leitura não acompanha; mulheres são 61% dos compradores e pirataria é demanda reprimida

Livros expostos em mesa na Livraria Gato Sem Rabo, localizada na região central da capital paulista
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  • Em 2025, a pesquisa da Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData aponta aumento na compra de livros no Brasil, com 18% da população adulta tendo adquirido ao menos um título, o equivalente a 3 milhões de compradores a mais em relação a 2024.
  • As mulheres representam 61% dos consumidores de livros, com destaque para mulheres pretas e pardas da classe C como grupo de maior participação.
  • Mais de 35 milhões de pessoas afirmaram ter sido desmotivadas a comprar livros no último ano por considerarem os títulos caros.
  • A pesquisa não identifica a origem dos exemplares adquiridos, o que pode incluir livros de segunda mão ou pirateados; editoras veem a pirataria como demanda reprimida.
  • Os principais canais para descobrir novidades são sites de compras (34%), pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%), e 56% dos respondentes afirmam ter adquirido livros via redes sociais.

A pesquisa aponta avanço no consumo de livros no Brasil em 2025, conforme dados da Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData. O estudo revela que 18% da população adulta comprou ao menos um livro, seja físico ou digital, no ano passado, equivalente a cerca de 3 milhões de compradores a mais em relação a 2024. O aumento ocorre em um ecossistema que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores e políticas públicas.

As mulheres representam 61% dos consumidores de livros no Brasil. Entre elas, pretas e pardas da classe C aparecem como o maior grupo de compradores. O levantamento também aponta que mais de 35 milhões de pessoas afirmaram ter sido desmotivadas a comprar livros por considerar os preços caros.

Limitações da pesquisa

O estudo não detalha a origem dos exemplares adquiridos, o que pode incluir livros usados ou até piratas. A coordenadora de pesquisa da Nielsen BookData afirma que a pirataria representa demanda reprimida e sugere que há leitores interessados no mercado formal, mas ainda não acessam.

Como as pessoas descobrem novidades

Os principais canais de descoberta são sites de compras (34%), contatos próximos (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%). As redes sociais têm papel decisivo na conversão, com 56% dos entrevistados dizendo ter comprado por esses meios.

Faixa etária e hábitos de compra

A faixa de 18 a 24 anos foi a que mais ampliou o consumo, associada à geração de nativos digitais. A análise enfatiza o consumo, não necessariamente a leitura efetiva no país. A pesquisa indica que mais compras podem aumentar a probabilidade de leitura, sem garantia.

Tendências recentes

No último ano, 7,1% dos participantes compraram ao menos um livro de colorir, o que corresponde a cerca de 11 milhões de pessoas. Títulos desse gênero ganharam espaço nas redes sociais e contribuíram para diversificar o mercado.

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